Detalhes do Curso/Evento

R$ 300,00
Na introdução do Zohar, o Livro do Esplendor, uma fábula relata a disputa das 22 letras do alfabeto hebraico pelo privilégio de receber o valor do número um, ou seja, de ser a primeira (e talvez a mais importante) letra. (Sinopse na íntegra abaixo)


Sócios da CIP e das entidades parceiras: Consulte os cupons disponíveis em academia@cip.org.br e os benefícios adicionais! *Descontos não acumulativos.

Sinopse do curso

Na introdução do Zohar, o Livro do Esplendor, uma fábula relata a disputa das 22 letras do alfabeto hebraico pelo privilégio de receber o valor do número um, ou seja, de ser a primeira (e talvez a mais importante) letra. O álef, no caso, que se queixava por ser a única letra a não ter plural, recebe de Deus a atribuição mais importante: “Não temas, porque tu reinarás sobre as outras letras como um rei; tu és uma e Eu Sou Uno e a Tora é uma e contigo darei [a Tora] ao meu povo que foi chamado uno, e contigo iniciarei [os Dez Mandamentos] no Monte Sinai conforme está escrito: Anokhi, Eu Sou.”

Dia da semana e horário

Quintas-feiras, das 19h30. às 21h00

Dinâmica do curso

Então, como pensar na questão literária a partir da Cabala? Do poder das letras? Das narrativas? Das histórias? Este curso pretende explorar essas e outras questões nas obras de Jorge Luis Borges e Georges Perec. 

Prazo pra inscrição

 Você pode se inscrever até 15 de outubro de 2022 (data da última aula). As aulas ficarão gravadas e o curso ficará disponível por 90 dias após a data da última aula.

Título e resumo de cada aula

15 de setembro | Aula 1: Gershom Scholem - mentor intelectual de Borges e Perec.

Leremos e estudaremos as obras clássicas de Scholem: A Cabala e seu simbolismo, Sabatai Tzevi, O Golem, Benjamin, Buber e outros justos para construir um background teórico-literário deste, que foi o grande mentor literário de Borges e Perec.

22 de setembro | Aula 2: Borges, a matemática e o Golem como argumento ficcional

Borges, que foi aluno de hebraico de Scholem, incorporou ideias matemáticas e cabalísticas em seus escritos ficcionais. Seu universo gira em torno do Livro, do Mistério, da combinação de letras e da gematria. Leremos o O Aleph e O Golem de Scholem.

29 de setembro | Aula 3: Borges e a Cabala como argumento ficcional

Em seu Elogio à Cabala, Borges fala de “essa ideia prodigiosa de um livro impenetrável à contingência. Se é verdade que no começo era o Verbo e que a Obra de Deus chama-se Escritura, cada palavra, cada letra pertence à necessidade: o Livro é uma rede infinita percorrida em todo instante pelo Sentido; o Espírito se confunde com a Letra; o Segredo (o Saber, a Sabedoria) é uma letra escondida, uma palavra morta: o Livro é um criptograma no qual o alfabeto é o número”. Leremos e discutiremos alguns textos de Borges que tratam desses assuntos cabalísticos: A Biblioteca de Babel, O Zahir, entre outros.

6 de outubro | Aula 4: Perec, testemunho e a matemática como argumento estrutural

Perec, órfão da Shoah, fez uso das ideias e da matemática da Cabala de forma estrutural. Em sua literatura, ele construiu uma aritmética original, lipogramática, com seus próprios valores e seus próprios símbolos. Leremos e estudaremos alguns textos e livros de Perec onde ele nos apresenta esses conceitos matemáticos.

15 de outubro | Aula 5: Perec, a Cabala como argumento estrutural

Gershom Scholem, a quem Perec cita como sua fonte para o estudo de alguns de seus textos, relaciona à letra faltante: “a letra incompleta e falsa da Tora seria a consoante schin, que escrevemos agora com três cabeças mas que, na sua forma completa, deveria possuir quatro”. Em seu texto “Histoire du lipogramme” e em Recits d’Ellis Island, Perec escreve: “Nos 21 conjuntos inventariados por Scholem, cuja reunião forma os cinco livros do Zohar, o 16º é um monólogo do rabino Siméon sobre as letras que compõem o nome de Deus; o último dá setenta interpretações da primeira palavra da Tora: Bereschit”. Leremos e estudaremos alguns textos e livros de Perec onde ele nos apresenta esses conceitos da Cabala.

 

Política de descontos

Sócios da CIP e das entidades parceiras: Consulte os cupons disponíveis em Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e os benefícios adicionais!

*Descontos não acumulativos.

 

Nome do professor

Prof. Dr. Jacques Fux

CV da professora

Jacques Fux é escritor. Professor do EMGE/Dom Helder, da Casa do Saber RJ e SP, Polifonia, Fundação Dom Cabral/SKEMA, PUCMG e foi professor do INSPER-SP. Formado em Matemática, mestre em Ciência da Computação, doutor em Literatura Comparada pela UFMG e Docteur em Langue, Littérature et Civilisation Françaises pela Université de Lille 3, França. Foi pesquisador no Departamento de Romance and Languages na Universidade de Harvard (2012-2014). Pós-doutor em Teoria Literária pela UNICAMP, UFMG e CEFETMG. Com seu livro de crítica literária - Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o OULIPO (Editora Perspectiva, 2016) venceu o Prêmio Capes pela melhor tese do Brasil em Letras/Linguística e foi finalista do Prêmio APCA de 2016. Foi também Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2013 com seu primeiro romance, Antiterapias (Scriptum, 2012). Autor de Brochadas: confissões sexuais de um jovem escritor (Rocco, 2015) – Prêmio Nacional Cidade de Belo Horizonte, Meshugá: um romance sobre a loucura (José Olympio, 2016), vencedor do Prêmio Manaus de Literatura 2016, Nobel (José Olympio, 2018) e Georges Perec: a psicanálise nos jogos e no trauma de uma criança de Guerra (Relicário, 2019), Ménage Literário (Relicário, 2020), O Enigma do Infinito (Maralto, 2019) – finalista do Jabuti e Selo “Altamente Recomendável” pela FNLIJ, e Um labirinto labiríntico (Biblioteca Paraná, 2020) – vencedor do Prêmio Paraná. Escritor residente na Ledig House em New York. Seus livros já foram publicados na Itália, México, Peru e Israel.